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Editorial
Comissão de Avaliação da RBP |
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Entrevista
Almeida Prado |
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Diálogo |
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Se você insiste em classificar meu comportamento de antimusical…
[Comentário à entrevista de Almeida Prado]
Luiz Fernando Guedes Gallego
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Almeida Prado, compositor, mente de principiante
[Comentário à entrevista de Almeida Prado]
Ignacio Gerber |
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Prêmios do XXI Congresso Brasileiro de Psicanálise
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Acting, enactment e a realidade psíquica “em cena” no tratamento analítico
das estruturas borderline
Mauro Gus |
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Bion e Tustin. Os fenômenos autísticos e o referencial de Bion: uma proposta de aproximação
Célia Fix Korbivcher |
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Adolescentes “pseudo-pseudomaduros”: um estudo da clínica psicanalítica na atualidade
Viviane Sprinz Mondrzak |
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A prática clínica e a ética freudiana em tempos de corrupção
Laura Ward da Rosa |
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Conhecendo o inconsciente: a experiência de ensinar psicanálise na universidade para alunos do terceiro ano da graduação em psicologia
Francisco Carlos dos Santos Filho |
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As novas formas de concepção e a produção de subjetividade:
a propósito de um caso clínico
Luciana Oltramari Cezar |
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Artigos |
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Diário de um espelho: a relação analítica e a construção primordial de um psiquismo
Gina Khafif Levinzon |
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Pesquisando conceitos e tendências em psicoterapia e psicanálise
Manuel J. Pires dos Santos e Jacó Zaslavsky |
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Microtraumas na sessão de análise
Martha Maria de Moraes Ribeiro, Maria Letícia Wierman, Mario Luiz Prudente Corrêa,
Paulo de Moraes Mendonça Ribeiro, Suely de Fátima Severino Delboni, Thais Helena Thomé Marques |
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Erotismo e religião: um diálogo instigante
Raquel Elisabeth Pires |
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A perversão nossa de cada dia
Miguel Marques |
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Resenhas de livros |
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A Babel do inconsciente: Língua materna e línguas estrangeiras na dimensão psicanalítica
Jaqcqueline Amati-Mehler, Simona Argentieri e Jorge Canestri.
Resenha: Claudia Starzynski Lima |
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Presenças e ausências, parceiras na simbolização
Sonia Curvo de Azambuja
Resenha: Luís Claudio Figueiredo |
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Linguagem e construção do pensamento
José Renato Avzaradel (org.)
Resenha: Cintia Buschinelli |
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Lançamentos |
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Orientação aos colaboradores |
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Editorial
Comissão de Avaliação da RBP
Com o objetivo de promover o constante aprimoramento da Revista Brasileira de Psicanálise, interessados que estamos em ampliar e facilitar as condições da pesquisa científica, a partir de 2007 passamos a disponibilizar nossa publicação também na Internet, no portal PEPsic (Periódicos Eletrônicos em Psicologia), ligado ao Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Essa é uma das iniciativas para implementar uma biblioteca virtual gratuita e abrangente, que possa proporcionar um amplo acesso a coleções de periódicos como um todo, assim como ao texto completo dos artigos. O portal PEPsic resulta de parcerias entre a Biblioteca Virtual em Saúde – Psicologia (BVS-Psi), a Associação Brasileira de Editores Científicos de Psicologia (ABECiP) e a BIREME/Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde, instituição que também cedeu a metodologia – Scientific Electronic Library Online (SciELO) –, modelo de publicação eletrônica de periódicos para países em desenvolvimento.
A partir do volume 41, a Revista Brasileira de Psicanálise poderá ser consultada integralmente na Internet. Para não prescindirmos nem do prazer, nem do ineditismo da leitura em papel, colocaremos sempre on line o número lançado no trimestre imediatamente anterior. A medida é outro passo na consolidação de uma política editorial que vem apostando no intercâmbio criativo entre instituições nacionais e estrangeiras e no diálogo de autores intra e extramuros, assim como na troca interdisciplinar, como forma de contribuir para os caminhos que a psicanálise trilha no Brasil.
Aproveitando este momento em que se intensifica a circulação da Revista, gostaríamos de reiterar os critérios que guiam esta editoria. Os trabalhos candidatos à publicação cumprem um longo e complexo processo de avaliação, conforme se exige dos periódicos científicos e acadêmicos em geral.
De início, o artigo é encaminhado, anonimamente, a três consultores externos, residentes em estados de origem diferente do autor. No caso de receber parecer positivo de, no mínimo, dois avaliadores, segue para a comissão de avaliação, que se reúne semanalmente. Em relação ao conteúdo, verifica-se a clareza dos objetivos e se estes foram alcançados, se conceitos e termos técnicos são empregados adequadamente e se os temas desenvolvidos são pertinentes. Espera-se que os exemplos ou o material clínico sejam apresentados de modo a não identificar pessoas, que demonstrem correlação com os aspectos teóricos abordados e que as conclusões se coadunem com as evidências descritas. Nesse percurso, também são observados aspectos relativos à redação, à articulação argumentativa e ao cuidado formal com citações e referências bibliográficas, de acordo com as normas de publicação da Revista.
Finalmente, mas não menos importante, buscamos a criatividade como critério norteador, na expectativa de novas modalidades de revisão, reflexão e elaboração da psicanálise, tanto no plano teórico como no plano clínico. O texto é aceito para publicação quando recebe parecer favorável da maioria dos membros da Comissão.
Nossos esforços se voltam para a publicação do melhor da produção literária psicanalítica nacional, estimulando a reflexão e o debate e inserindo as questões pertinentes à psicanálise no contexto científico, cultural, social e político contemporâneo. Com essas considerações, e parafraseando a grande escritora Virginia Woolf, esperamos incentivar cada vez mais a produção de “uma psicanálise que possa ser chamada de nossa”, não em nenhum sentido nacionalista, mas como possibilidade de reconhecer vigor e luz própria nos trabalhos de psicanálise realizados em nosso meio.
Comissão de Avaliação
Junho de 2007
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Almeida Prado
José Antonio de Almeida Prado é compositor, pianista e professor. Diplomou-se no Conservatório de Santos em 1963. Foi aluno dos compositores Camargo Guarnieri e Osvaldo Lacerda e, em Paris, onde viveu de 1969 a 1973, estudou com Olivier Messiaen, Nadia Boulanger e Annette Dieudonné. De seu catálogo, constam cerca de 250 obras. É professor de composição do Departamento de Música do Instituto de Artes da Unicamp. Seu estilo, múltiplo, vem do nacionalismo de Villa-Lobos e Guarnieri, passa pelo pós-serialismo atonal, toma um caminho pós-moderno e envereda por uma linha tonal livre.
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Se você insiste em classificar meu comportamento de antimusical…
Comentário à entrevista de Almeida Prado
Luiz Fernando Guedes Gallego Soares
Resumo: O autor comenta trechos da entrevista de Almeida Prado em que são abordadas questões desenvolvidas por Heinz Kohut em trabalhos pioneiros sobre música no campo da chamada “psicanálise aplicada”, aberto por Freud na esfera da literatura e artes plásticas, mas não no terreno musical nem no cinema. Sintetiza algumas idéias de Kohut sobre a relação da música com o psiquismo que explicam a dificuldade dos ouvintes com a música atonal, um aspecto destacado na entrevista.
Palavras-chave: Freud; psicanálise aplicada; música; cinema; psicologia do ego; psicologia do self; Kohut; ritmo; música atonal; Alain Resnais; intersubjetividade.
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Almeida Prado, compositor, mente de principiante
Comentário à entrevista de Almeida Prado
Ignacio Gerber
Resumo: Comento duas vertentes que me chamaram mais a atenção ao longo da entrevista. A primeira refere-se à liberdade criativa do músico, do artista, do psicanalista, diante das imposições das instituições e do público. A segunda tem a ver com as relações entre a linguagem musical e os sentimentos que ela propicia em nós. Mais além das palavras, a música deflagra proto-sentimentos no âmago do ser.
Palavras-chave: música; som; silêncio.
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Acting, enactment e a realidade psíquica “em cena” no tratamento analítico
das estruturas borderline
Mauro Gus
Resumo: O autor apresenta um apanhado metapsicológico e conceitual do acting e do enactment, ilustrando com um caso clínico a aplicabilidade técnica e os recursos que a clínica atual exige do psicanalista, tendo em conta a necessidade de pluralismo teórico e a disponibilidade contratransferencial no atendimento de pacientes de mais difícil acesso, em especial, portadores de estruturas com predomínio narcisístico e patologias limítrofes.
Palavras-chave: transferência; contratransferência; acting; enactment; realidade psíquica; fantasia inconsciente; representação; figurabilidade; campo analítico; intersubjetividade; identificação projetiva e introjetiva.
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Bion e Tustin. Os fenômenos autísticos e o referencial de Bion: uma proposta de aproximação
Célia Fix Korbivcher
Resumo: A autora verifica a possibilidade de incorporar ao referencial de Bion os fenômenos autísticos, tais como Tustin os descreve em pacientes neuróticos. Expande a discussão iniciada em trabalhos anteriores a respeito das “transformações autísticas”, com o intuito de verificar a coerência dessa proposta no conjunto da teoria das transformações. Para isso, examina a relação entre os fenômenos autísticos e os vínculos emocionais com os elementos beta, procurando também localizá-los na grade. Indaga sobre a qual das dimensões da mente pertenceriam os fenômenos autísticos, cuja incorporação ao referencial de Bion resulta numa ampliação, nesse referencial, do campo de fenômenos das áreas da neurose e da psicose para a área autística. Também discute a possível desorganização que essa ampliação pode provocar no sistema teórico utilizado por Bion em Transformações.
Palavras-chave: referencial bioniano; fenômenos autísticos; vínculos emocionais; elementos beta; tropismos; grade.
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Adolescentes “pseudo-pseudomaduros”: um estudo da clínica psicanalítica na atualidade
Viviane Sprinz Mondrzak
Resumo: O presente trabalho parte da constatação da freqüência, na clínica atual, de casos de adolescentes que não conseguem quebrar a estrutura latente, que se apresentam num quadro que a autora propõe chamar de “pseudo-pseudomaturidade”. Esses quadros se diferenciariam da “pseudomaturidade” pela ausência da postura onipotente de negação da dependência. Ao contrário, trata-se de jovens que parecem procurar uma oportunidade de ter seu verdadeiro self infantil contido para, então, sentirem-se seguros para entrar no processo adolescente. A partir de um fragmento da análise de um jovem de 19 anos, são discutidas questões técnicas referentes a esses casos, com ênfase nos processos mentais do analista e na importância de que sejam capazes de conter a turbulência emocional que não pode ser sentida pelo paciente. É destacado o duplo compromisso do processo psicanalítico nesses casos: com o paciente e com a sociedade como um todo; o potencial criativo que cada adolescente representa é essencial para que haja mudanças e crescimento.
Palavras chave: adolescência; pseudomaturidade; falso self; setting.
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A prática clínica e a ética freudiana em tempos de corrupção
Laura Ward da Rosa
Resumo: A autora examina o tema da corrupção, tão presente no momento atual brasileiro e mundial, tomando os elementos apresentados por Freud em O mal-estar na civilização como um dos motivos de infelicidade na convivência social. Enfatiza a importância fundamental do analista na preservação do lugar ético da verdade do inconsciente do analisando, que será revelada pelo tratamento psicanalítico, desde que o setting ofereça a segurança e a consistência para a sua revelação. Por outro lado, cita o pensamento de diferentes autores sobre o tema, entre filósofos, sociólogos e psicanalistas, e salienta a importância da prevenção das manifestações anti-sociais através da detecção precoce dos pequenos delitos do dia-a-dia, desde a infância até a idade adulta, dos deslizes de conduta que podem passar despercebidos na vida comum.
Palavras-chave: corrupção; ética; mal-estar; analista; verdade; inconsciente; civilização.
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Conhecendo o inconsciente: a experiência de ensinar psicanálise na universidade para alunos do terceiro ano da graduação em psicologia
Francisco Carlos dos Santos Filho
Resumo: Conhecer o inconsciente requer dedicação científica, profundidade afetiva e sensibilidade para a experiência inter-humana. Se, na tradição psicanalítica, transmissão e formação se constroem mutuamente durante os seminários teóricos, a supervisão e a análise pessoal, na graduação não é assim. Restritos à sala de aula e à transmissão teórica, aumentamos o risco de um ensino teórico e superficial, que suprime a densidade do processo clínico psicanalítico e leva à perda do entusiasmo por esse trabalho, abrindo espaço para práticas intelectivas, persuasivas e sugestivas. Como introduzir o jovem estudante na experiência clínica e prover-lhe uma base conceitual que sustente alguma compreensão sem criar uma barreira de resistência excessiva no processo de ensino-aprendizagem? Com o “laboratório de entrevista”, buscamos uma transmissão na fronteira entre o teórico e o experiencial, indissociável da experiência subjetiva do aprendiz. Pretendemos, por meio do exame das produções teóricas dos alunos, discutir os efeitos desse ensino e as condições necessárias para sua elaboração.
Palavras-chave: psicanálise e universidade; ensino da psicanálise; transmissão da psicanálise.
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As novas formas de concepção e a produção de subjetividade:
a propósito de um caso clínico
Luciana Oltramari Cezar
Resumo: As técnicas de fertilização artificial fazem parte da vida moderna. Porém, a que transformações subjetivas nos remetem esses avanços tecnológicos? A autora investiga as fantasias sobre o enigma das origens, examinando o caso clínico de um menino nascido de uma gestação de proveta e que chegou para tratamento. Parte da idéia de que o real vivido ingressa no aparelho psíquico empapado pelo imaginário, indo enlaçar-se com as inscrições históricas singulares ali existentes para assim produzir efeitos subjetivos; nesse sentido, este trabalho reflete também a respeito das novas formas de concepção, da produção de subjetividade e da constituição psíquica.
Palavras-chave: fertilização artificial; enigma sobre as origens; sexualidade infantil; teoria da sedução generalizada; mensagens enigmáticas; representação; sexualização; função materna e paterna; fantasia; a posteriori; teorias sexuais infantis; desmentida estrutural.
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Diário de um espelho: a relação analítica e a construção primordial de um psiquismo
Gina Khafif Levinzon
Resumo: Cada vez mais, no trabalho psicanalítico, deparamo-nos com pessoas que se caracterizam pela inacessibilidade no contato e pela grande fragilidade do ego em lidar com as pressões externas e internas. A autora aborda o tema a partir do caso clínico de uma menina que apresentava intenso retraimento, com grandes prejuízos para sua relação com as pessoas que a rodeavam. Na situação analítica, a paciente se negava a interagir e a falar com a analista por um longo tempo, atribuindo sua resistência ao sentimento de vergonha. É examinada a configuração narcísica presente nesse estado afetivo, assim como o manejo técnico utilizado para estabelecer um canal de aproximação que favorecesse um vínculo mais consistente. Criou-se, a partir da construção conjunta da dupla analítica, uma espécie de espelho vivo, que permitiu a construção gradual de uma estruturação narcísica mais integrada. Aos poucos, a paciente pôde se desenvolver, abandonar seu estado de mutismo e abrir portas para sua criatividade e espontaneidade.
Palavras-chave: estados fronteiriços; vergonha; espelho; técnica psicanalítica.
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Pesquisando conceitos e tendências em psicoterapia e psicanálise
Manuel J. Pires dos Santos e Jacó Zaslavsky
Resumo: Este trabalho discute sobre as dificuldades e possibilidades de se desenvolver pesquisa em psicoterapia e psicanálise, demonstrando como a aplicação prática da metodologia qualitativa, através da análise de conteúdo, pode ser de grande utilidade científica na pesquisa conceitual, empírica e clínica, e, conseqüentemente, observa tendências, servindo de base para investigações futuras. Mencionam-se algumas tendências atuais de investigação qualitativa conceitual em psicanálise e comentam-se os trabalhos desenvolvidos na pós-graduação em psiquiatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul sobre contratransferência e processo analítico, recentemente publicados no International Journal of Psychoanalysis, como exemplos dessas possibilidades.
Palavras-chave: investigação em psicoterapia e psicanálise; pesquisa conceitual; pesquisa empírica; contratransferência; processo psicanalítico.
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Microtraumas na sessão de análise
Martha Maria de Moraes Ribeiro, Maria Letícia Wierman, Mario Luiz Prudente Corrêa,
Paulo de Moraes Mendonça Ribeiro, Suely de Fátima Severino Delboni, Thais Helena Thomé Marques
Resumo: Partindo da conceituação inicial de Freud sobre trauma como sendo algo cuja origem repousava em relações intersubjetivas (teoria da sedução), evoluindo para o conceito intrapsíquico (fantasias inconscientes) e chegando novamente ao conceito interpessoal ampliado pela microscopia dos movimentos inconscientes da dupla analítica durante a sessão, os autores tentam conceituar o que chamam “microtraumas na sessão de análise”. Os microtraumas são movimentos inconscientes sutis que ocorrem na relação trânsfero-contratransferencial. Vêm da relação real entre os dois e não conseguem chegar à consciência destes, gerando um tipo de splitting que Bion chamou de “splitting estático”. Conjectura-se que são manobras da parte psicótica da personalidade, visando manter a análise numa aparente normalidade supostamente produtiva. O microtrauma, originando-se no analista, aproxima essa condição do que poderia ser formulado como uma iatrogenia inconsciente. A partir de modelos clínicos, os autores fazem considerações sobre semelhanças e diferenças entre microtraumas, atuações e enactments. Diferenciam microtraumas e microcesuras. Os primeiros, pela intuição psicanaliticamente bem treinada, podem ser transformados em microcesuras geradoras de alteridade e desenvolvimento rumo a mudanças catastróficas e criativas.
Palavras-chave: microtraumas; iatrogenia; trauma; transformações; enactment; microcesuras; splitting estático; intersubjetividade; intuição.
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Erotismo e religião: um diálogo instigante
Raquel Elisabeth Pires
Resumo: A partir de uma experiência pessoal, de profundo impacto emocional, evocada pela escultura Êxtase de Santa Teresa, de Gian Lorenzo Bernini, desenvolvo algumas idéias sobre as relações entre erotismo e experiência religiosa. Destaco a íntima conexão entre erotismo e religião na arte do período barroco, bem como a escassez de textos psicanalíticos enfocando essa relação. Teço algumas considerações sobre a relação entre psicanálise, religião e erotismo, a partir das idéias de Freud.
Palavras-chave: erotismo; religião; êxtase; psicanálise.
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A perversão nossa de cada dia
Miguel Marques
Resumo: Partindo de modelos clínicos, o autor busca elementos mentais que, conjugados, dêem significação ao que ele formula como “perversão nossa de cada dia”. Nesse sentido, seleciona alguns aspectos que possam oferecer evidências de que uma ação perversa está em curso em determinado momento, seja na relação analítica, seja nas experiências emocionais cotidianas.
Palavras-chave: objetos inexistentes; cooptação; espectro perverso; pensamento perverso.
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